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quarta-feira, 8 de dezembro de 2021

História

 Continuação...

A ESTRÉIA

Em fim chegou o grande dia. Emprestar um caminhão para levar o carro até o autódromo não foi problema. A F 4000 do amigo Haroldo foi uma mão na roda. E num belo sábado de sol, 29 de junho de 1985, lá fomos nós, com o “Chiquinho” na boleia da F 4000, rumo ao autódromo Moacir Piovesan de São José dos Pinhais PR.
Um fato curioso aconteceu durante a travessia da cidade de São José dos Pinhais. Nós, meio que distraídos e conversando, de repente alguém gritou: “OLHA A LOMBADA”. E nisso o “Chiquinho afundou o pé no freio até onde deu. Mas já era tarde. O caminhãozinho deu um pulo e só parou depois da lombada.  E assim o Opala, que caprichei tanto na pintura, já chegou com a frente amassada no autódromo. Na freiada brusca os calços correram e o carro foi de encontro à parte frontal da carroceria da F 4000. Ainda bem que a carroceria agüentou a pancada.
Já no autódromo, estava na hora de fazer o motor roncar. Assim que foi liberada a pista para os treinos livres, lá estava o Horst, faceiro da vida, esquentando o motor e reconhecendo a pista. Depois de algumas voltas os tempos foram já foram baixando.
Na época treinos livres eram liberados para todas as categorias. Treinavam  Fuscas, Chevettes, Fusca-cross, Gol, Opalas, Dodgões, em fim tudo misturado. E não é que o Horst levou um corridão de um Fusca-cross  na reta principal?
Na volta seguinte ele entrou  no Box e disse que “se essa bosta não andar mais eu desisto”.
Ma se era só um cabo de vela caído. Com só 5 cilindros funcionando, não podia render mesmo.
Com o cabo engatado e mais uma ajeitada no carburador, na próxima volta ele já não conseguiu fazer a curva no final da reta. Passou reto e rodou, se não tinha feito um carreiro no meio do mato. Mais algumas voltas e de repente, ao passar pelo retão o motor veio fazendo um barulho muito estranho.
“Estourou a junta do cabeçote” alguém gritou.
Dito e feito. A junta já era. E pior, ao examinar o cabeçote o mecânico Ricardo Reka notou uma pequena rachadura entre os dutos de água, o que provocou o estouro da junta.
Bom o jeito era improvisar. Comprar uma junta nova, não foi difícil. O Segantini que preparava outros Opalas, tinha uma. O problema era o cabeçote.
O mecânico Reka então resolveu colar com Durepoxi. Isso mesmo com Durepoxi. E o troço agüentou. Se me contassem eu não acreditaria.
Mas com todo esse transtorno o treino de classificação já tinha terminado e assim largaria em último.
Mesmo largando do final do grid, conseguiu avançar até o 5º lugar .  Ai já quase no final da corrida, faltando umas 6 voltas, ele caiu para o 6º lugar. Quando passou na frente dos boxes parecia que o cockpit estava cheio de fumaça. O que teria acontecido?
Vocês precisavam ter visto o Horst na hora que ele desceu do carro após o termino da corrida. Parecia que tinha tomado um banho de talco. A cara, em fim o macacão que era azul escuro, tudo ficou branco.
 Com a trepidação quebrou o suporte do extintor de incêndio que estava fixado no assoalho do carro, no lugar onde ficava o banco dianteiro direito. E a cada feriada ele batia na parede corta-fogo e esguichava o pó branco pra tudo que é lado. Não sei como ele agüentou fazer 6 voltas daquele jeito. Conta ele que ficou dias cuspindo pó branco. Mas acho que era exagero da parte dele. Sei lá!
Mas o mais importante de tudo foi que voltamos com um troféu, mesmo pequeno, de 6º lugar, para casa.
Foto da estreia do opalão de Horst Tiessen

Foto e texto retirado do Come-poeira
Um adendo
A intenção dessas postagens, é de não deixar essas histórias cairem em esquecimento, estarei aqui no blog postando por diversas vezes histórias e imagens como essas que o saudoso Adolf deixou em seu Come-poeira.

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Histórias

Hoje começarei a postar algumas histórias e imagens de grandes amigos, pilotos, entusiastas, fotógrafos do nosso querido automobilismo.

Hoje a história que o saudoso Adolf Schartner postou em seu blog o Come-poeira. 

Thiessen & Schartner Competições.

Após assistir uma corrida no autódromo Aldo Sabatke aqui em Palmeira, meu amigo Horst Thiessen me disse:
“ Vou comprar um troço desses”.
Primeiro pensou-se em por um Fusca na pista. Mas por um acaso, ao passar na frente do estabelecimento comercial de Wilson Sabatke, lá estava o Opala com o Nº 1 estampado nos capôs e nas laterais, com um cartaz escrito: VENDE-SE.  
Sinceramente não lembro mais o preço e nem a moeda(Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo etc) vigente na época. Mas depois de acertado o preço, era preciso arrumar dinheiro. O jeito encontrado foi fazer um “papagaio” no Banco.
Já com o carro na minha Oficina, varias vezes trabalhando até altas horas da noite lixando e arrumando coisas aqui e lá, conseguimos  deixar ele mais apresentável. Escolhemos a cor azul escura para a base. Depois pintei as faixas, branca, amarela, e vermelha.
Mas o mais complicado foi a parte do motor. Como o carro foi comprado com o motor preparado para a categoria Força Livre, era preciso adapta-lo ao regulamento do campeonato paranaense. A solução foi falar com o preparador Rudi Rempel. Ele se prontificou a fazer a parte do motor e designou o competentíssimo mecânico Ricardo Reka a trabalhar na usina de força por que queríamos estrear o carro numa corrida beneficente no autódromo Moacir Piovesan em São José dos Pinhais.
Foto e texto retirados do Come-poeira.

sábado, 3 de julho de 2021

História #2

 A continuação...

A ESTRÉIA

Em fim chegou o grande dia. Emprestar um caminhão para levar o carro até o autódromo não foi problema. A F 4000 do amigo Haroldo foi uma mão na roda. E num belo sábado de sol, 29 de junho de 1985, lá fomos nós, com o “Chiquinho” na boleia da F 4000, rumo ao autódromo Moacir Piovesan de São José dos Pinhais PR.
Um fato curioso aconteceu durante a travessia da cidade de São José dos Pinhais. Nós, meio que distraídos e conversando, de repente alguém gritou: “OLHA A LOMBADA”. E nisso o “Chiquinho afundou o pé no freio até onde deu. Mas já era tarde. O caminhãozinho deu um pulo e só parou depois da lombada.  E assim o Opala, que caprichei tanto na pintura, já chegou com a frente amassada no autódromo. Na freiada brusca os calços correram e o carro foi de encontro à parte frontal da carroceria da F 4000. Ainda bem que a carroceria agüentou a pancada.
Já no autódromo, estava na hora de fazer o motor roncar. Assim que foi liberada a pista para os treinos livres, lá estava o Horst, faceiro da vida, esquentando o motor e reconhecendo a pista. Depois de algumas voltas os tempos foram já foram baixando.
Na época treinos livres eram liberados para todas as categorias. Treinavam  Fuscas, Chevettes, Fusca-cross, Gol, Opalas, Dodgões, em fim tudo misturado. E não é que o Horst levou um corridão de um Fusca-cross  na reta principal?
Na volta seguinte ele entrou  no Box e disse que “se essa bosta não andar mais eu desisto”.
Ma se era só um cabo de vela caído. Com só 5 cilindros funcionando, não podia render mesmo.
Com o cabo engatado e mais uma ajeitada no carburador, na próxima volta ele já não conseguiu fazer a curva no final da reta. Passou reto e rodou, se não tinha feito um carreiro no meio do mato. Mais algumas voltas e de repente, ao passar pelo retão o motor veio fazendo um barulho muito estranho.
“Estourou a junta do cabeçote” alguém gritou.
Dito e feito. A junta já era. E pior, ao examinar o cabeçote o mecânico Ricardo Reka notou uma pequena rachadura entre os dutos de água, o que provocou o estouro da junta.
Bom o jeito era improvisar. Comprar uma junta nova, não foi difícil. O Segantini que preparava outros Opalas, tinha uma. O problema era o cabeçote.
O mecânico Reka então resolveu colar com Durepoxi. Isso mesmo com Durepoxi. E o troço agüentou. Se me contassem eu não acreditaria.
Mas com todo esse transtorno o treino de classificação já tinha terminado e assim largaria em último.
Mesmo largando do final do grid, conseguiu avançar até o 5º lugar .  Ai já quase no final da corrida, faltando umas 6 voltas, ele caiu para o 6º lugar. Quando passou na frente dos boxes parecia que o cockpit estava cheio de fumaça. O que teria acontecido?
Vocês precisavam ter visto o Horst na hora que ele desceu do carro após o termino da corrida. Parecia que tinha tomado um banho de talco. A cara, em fim o macacão que era azul escuro, tudo ficou branco.
 Com a trepidação quebrou o suporte do extintor de incêndio que estava fixado no assoalho do carro, no lugar onde ficava o banco dianteiro direito. E a cada feriada ele batia na parede corta-fogo e esguichava o pó branco pra tudo que é lado. Não sei como ele agüentou fazer 6 voltas daquele jeito. Conta ele que ficou dias cuspindo pó branco. Mas acho que era exagero da parte dele. Sei lá!
Mas o mais importante de tudo foi que voltamos com um troféu, mesmo pequeno, de 6º lugar, para casa.

O opala, pós reforma.

Pra mim, uma das melhores histórias que li.


Retirado do Come-poeira

História

 Uma história que não dá para deixar o tempo apagar.

Thiessen & Schartner Competições.

Após assistir uma corrida no autódromo Aldo Sabatke aqui em Palmeira, meu amigo Horst Thiessen me disse:
“ Vou comprar um troço desses”.
Primeiro pensou-se em por um Fusca na pista. Mas por um acaso, ao passar na frente do estabelecimento comercial de Wilson Sabatke, lá estava o Opala com o Nº 1 estampado nos capôs e nas laterais, com um cartaz escrito: VENDE-SE.  
Sinceramente não lembro mais o preço e nem a moeda(Cruzeiro, Cruzado, Cruzado Novo etc) vigente na época. Mas depois de acertado o preço, era preciso arrumar dinheiro. O jeito encontrado foi fazer um “papagaio” no Banco.
Já com o carro na minha Oficina, varias vezes trabalhando até altas horas da noite lixando e arrumando coisas aqui e lá, conseguimos  deixar ele mais apresentável. Escolhemos a cor azul escura para a base. Depois pintei as faixas, branca, amarela, e vermelha.
Mas o mais complicado foi a parte do motor. Como o carro foi comprado com o motor preparado para a categoria Força Livre, era preciso adapta-lo ao regulamento do campeonato paranaense. A solução foi falar com o preparador Rudi Rempel. Ele se prontificou a fazer a parte do motor e designou o competentíssimo mecânico Ricardo Reka a trabalhar na usina de força por que queríamos estrear o carro numa corrida beneficente no autódromo Moacir Piovesan em São José dos Pinhais.
Mas isso vou contar numa outra oportunidade.

Retirado do Come-Poeira.

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Luto

 Hoje o automobilismo paranaense e catarinense amanheceu de luto, faleceu o Come Poeira, o grande Adolf Schrtner. Uma enciclopédia ambulante do automobilismo.

A página Come-Poeira era de prpriedade do Adolf.




quinta-feira, 14 de maio de 2020

Opala

Foto ¨roubada¨do excelente come-poeira do amigo Adolf.
Estreia do opalão do Horst Thiessen da equipe Thiessen & Schartner Competições.
No link Competições e estreia. tem a história da estreia do carro, equipe e piloto.
Foto da estreia em 1985 feita pelo grande Alex Xerife em São José dos Pinhais.