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domingo, 2 de fevereiro de 2020

Jhon

John Andretti perdeu sua batalha contra um câncer no cólon e morreu nesta quinta-feira (30) aos 56 anos. O ex-piloto, que havia sido diagnosticado com a doença e lutava desde então pela cura, viveu o auge da sua carreira na Nascar, onde disputou 393 corridas e venceu as 500 Milhas de Daytona, em 1997, e em Martinsville, em 1999. 
Filho de Aldo, irmão gêmeo de Mario Andretti e primo de Michael, John também disputou 73 provas na Indy e venceu uma delas, em Surfers Paradise, na Austrália, em 1991, e correu sete corridas na IRL (categoria após cisão com a CART em 1996), todas em ovais, de 2007 a 2011, tendo como melhor resultado o sétimo lugar no Texas em 2008. Ao todo, John Andretti disputou 12 vezes as 500 Milhas de Indianápolis. Sua melhor colocação foi o 5º alcançado em 1991.
A doença foi descoberta em abril de 2017 e, desde então, John foi submetido a tratamento, como quimioterapia, para tentar a cura. Meses depois foi considerado curado. Mas em maio de 2018, Andretti sofreu uma recaída do câncer e, desde então, voltou para a quimioterapia, que foi encerrada em janeiro de 2019. Dois meses depois, no entanto, o câncer voltou com mais força. 
John Andretti teve uma carreira de quase 400 corridas na Nascar (Foto: Reprodução)
A informação sobre a morte do piloto foi divulgada pela Andretti Autosport, equipe de propriedade do primo, Michael.
“É com o coração mais pesado que compartilhamos que John Andretti perdeu hoje sua batalha contra o câncer. John era um marido e pai amoroso, um filho dedicado e um primo de confiança. Ele era um filantropo e defensor do esporte, um companheiro de equipe dedicado, um competidor motivado e, o mais importante, um querido amigo”, disse a equipe em comunicado.
A nota aborda também o caráter filantropo de John e sua luta contra a doença. “John passou décadas dedicando seu tempo e angariando fundos ao Riley Hospital for Children. Quando foi diagnosticado pela primeira vez com câncer de cólon, em 2017, John prometeu lutar e usar sua voz para ajudar a espalhar a palavra de prevenção e diagnóstico precoce”.
“Ele lutou bravamente e roubou dias que a doença prometeu tirar. Ele ajudou inúmeros outros a serem submetidos a uma triagem adequada e, assim, salvou vidas”, complementou.
“Sempre levaremos conosco o espírito genuíno de John de ajudar os outros primeiro e a si mesmo depois. Nossas orações hoje estão com Nancy, Jarett, Olivia e Amelia, com toda a nossa família e com fãs em todo o mundo”, finalizou a Andretti em comunicado ao se referir aos familiares de John.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Band anuncia “cancelamento unilateral” de prova da Indy em Brasília por parte de órgão do governo do DF


Obras no autódromo Nelson Piquet para a chegada da Indy em Brasília (Foto: Sandro Macedo)
A Brasília Indy 300, que deveria abrir a temporada 2015 da categoria norte-americana no dia 8 de março, está cancelada. A organização da prova anunciou no fim da tarde desta quinta (29) em um comunicado oficial divulgado para a imprensa.
Segundo o Grupo Bandeirantes, a Terracap, Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal, realizou o cancelamento da prova de forma unilateral e informou ao grupo já nesta quinta.
O grupo avisa ainda que informará nos próximos dias sobre como vai realizar a devolução dos valores pagos por quem já havia comprado ingresso.
O GRANDE PRÊMIO apurou que um acontecimento nesta quinta acabou por envolver o Ministério Público na questão e descobriu-se que o dinheiro antes destinado para a realização da prova teve sua direção mudada para outros fins ainda não conhecidos. O cancelamento não aconteceu por problemas relacionados às obras ou à organização, mas por questões políticas e financeiras e está relacionado à mudança de governo.

Segundo estimativas do próprio Ministério Público de Brasília, a gestão de Agnelo Queiroz (PT-DF), encerrada ao fim de 2014, deixou um rombo gigantesco nas contas do Distrito Federal de aproximadamente R$ 17 milhões mensais pelos próximos 22 anos.

A mudança da prova da Indy para Brasília foi anunciada no ano passado, depois que a categoria passou a temporada sem vir ao Brasil após o rompimento do acordo de realização com a São Paulo Indy 300. Sob a ameaça de processo por parte da Indy, o Grupo Bandeirantes se mexeu e se acertou com o governo de Brasília para levar a corrida ao Distrito Federal em 2015.

Para tal, era preciso realizar obras de grande porte para adequar o ultrapassado Autódromo Nelson Piquet. Elas tiveram início em dezembro, e deveriam ser parcialmente entregues até a data do evento deste ano. Mais espeficiamente, o novo asfalto e as exigências de segurança, como guard-rails e áreas de escape. O restante seria feito a mais longo prazo.

Contudo, sempre existiram dúvidas a respeito da realização da etapa. Uma licitação foi suspensa em novembro e depois cancelada no início de janeiro após a constatação de sobrepreço e de erros no projeto. Mesmo assim, como as obras visando a edição de 2015 eram consideradas de menor parte, foram sendo tocadas adiante. A corrida estava garantida até a mudança de rumo desta quinta.

Detentor dos direitos comerciais da Indy no Brasil, Carlo Gancia, falando ao GRANDE PRÊMIO, defendeu a Band, que “não mediu esforços para realizar a prova”. A organização da Indy aguarda mais informações por parte da da Band e das autoridades locais para se posicionar oficialmente. Por ora, apenas divulgou uma breve nota na qual fala em "grande desapontamento". A Band deve fazer um novo pronunciamento a respeito do assunto nesta sexta-feira.

O GP segue apurando e repercutindo a notícia do cancelamento.

Sem Brasília, o campeonato da Indy terá mais uma vez sua abertura com o GP de São Petersburgo, marcado para 29 de março. A única prova fora dos Estados Unidos será a de Toronto, no Canadá. 


Fonte:http://grandepremio.uol.com.br/indy/noticias/band-anuncia-cancelamento-unilateral-de-prova-da-indy-em-brasilia-por-parte-de-orgao-do-governo-do-df